O pró-labore é a remuneração que você, como sócio, retira da sua empresa pelo trabalho que faz nela. Parece só uma formalidade, mas ele puxa duas coisas ao mesmo tempo: o INSS que você recolhe e o fator R que define o seu anexo no Simples. Definir mal o pró-labore custa dinheiro em uma das duas pontas.
As duas forças que o pró-labore equilibra
De um lado, sobre o pró-labore incide INSS e imposto de renda. Quanto maior o pró-labore, maior esse recolhimento. A tentação é definir o mínimo possível.
Do outro lado, o pró-labore entra na folha que calcula o fator R. Se a folha (incluindo o seu pró-labore) ficar abaixo de 28% da receita, a sua atividade pode cair do Anexo III pro Anexo V do Simples, pulando de uma alíquota inicial de 6% pra 15,5%.
Como achar o ponto certo
O pró-labore ideal é o que equilibra as duas pontas: alto o suficiente pra manter o fator R em 28% ou mais (quando isso compensa), sem ser tão alto que o INSS e o IR comam o ganho. Essa é uma conta de contador, que depende do seu faturamento, da sua folha e da sua atividade. Tratamos da mecânica do fator R em detalhe no artigo sobre fator R.
Perguntas frequentes
Sou obrigado a ter pró-labore?
O sócio que trabalha na empresa em geral precisa ter pró-labore, com o INSS correspondente. O valor é que é decisão sua, dentro das regras.
Qual o pró-labore ideal?
O que equilibra INSS e fator R pra você. Não há valor único: depende do faturamento e da folha. É uma conta pra fazer com o contador.
O pró-labore conta pro fator R?
Sim, ele entra na folha que calcula o fator R. Por isso ajustar o pró-labore é a alavanca mais comum pra manter a empresa no Anexo III.



