Dá pra vender curso ou mentoria como pessoa física, declarando pelo carnê-leão. O que muita gente descobre tarde é o preço: a tributação da pessoa física é progressiva e chega a 27,5%, bem acima do que a mesma renda pagaria num CNPJ. Pra quem leva o negócio a sério, formalizar quase sempre sai mais barato.
Como funciona o carnê-leão
O carnê-leão é o recolhimento mensal do imposto de renda sobre rendimentos recebidos de pessoas físicas ou do exterior, sem vínculo de emprego. A alíquota segue a tabela progressiva do IRPF e vai subindo conforme a renda, até o teto de 27,5%.
Pra quem vende pouco e esporádico, pode fazer sentido. Pra quem vende todo mês e quer crescer, a conta aperta rápido.
A comparação que importa
Alíquota inicial do Anexo III do Simples vs teto da tabela progressiva do IRPF. A carga real depende da renda e do enquadramento. Fontes: tabelas oficiais do Simples Nacional e do IRPF.
Além da alíquota menor, o CNPJ traz outras vantagens práticas: emite nota fiscal (o que muitos compradores e plataformas exigem), separa a vida financeira da empresa da sua, e abre acesso a crédito e a contratos maiores.
Quando formalizar
A regra prática: quando o negócio deixou de ser bico e virou fonte de renda recorrente, o CNPJ costuma compensar, tanto pelo imposto menor quanto pela estrutura que ele destrava. O tipo de CNPJ (MEI, ME no Simples) depende do seu faturamento, e a escolha é com o contador.
Perguntas frequentes
Posso vender curso como pessoa física?
Pode, declarando pelo carnê-leão. Mas a tributação progressiva chega a 27,5%, e você não emite nota de serviço como empresa, o que limita vendas B2B.
A partir de quanto vale a pena abrir CNPJ?
Não há número mágico: depende da sua renda e dos seus planos. Em geral, quando a renda vira recorrente e relevante, o CNPJ compensa. Faça a conta com o contador.
Começo como MEI ou já como ME?
Depende do faturamento esperado. O MEI tem teto de R$ 81 mil por ano e restrições de atividade; acima disso ou pra atividades intelectuais, costuma ser ME no Simples.



